terça-feira, 4 de dezembro de 2018

CICLO DAS QUINTAS DESCOMPLICADO

Olá.
Neste post o assunto será o "Ciclo das quintas", o ão falado ciclo das quintas que para muitos parece um bicho de sete cabeças, mas, a partir de hoje não será mais.
vamos lá.

Ciclo das quintas é uma sequência de notas com intervalos de quinta justa entre elas:

FÁ - DÓ - SOL - RÉ - LÁ - MI - SI

Memorize esta tabelinha do ciclo nesta ordem e também na ordem inversa e tudo ficará mais fácil.
Note que cada nota da sequência a partir do Fá é a Quinta justa da anterior:

Dó é a quinta justa de Fá

Sol é a quinta justa de Do e etc.


Montando escalas usando o Ciclo das quintas:


Para montar uma escala usando o ciclo das quintas basta fazer o seguinte:
Ciclo das quintas

FÁ -DÓ - SOL - RE - LA - MI - SI

Dó, quinta de Fá: I DÓ - II RÉ - III MI - IV  FÁ - V SOL - VI LÁ -  VII SI

Sol, quinta de Dó: SOL - LÁ - SI -DÓ - - MI - FÁ - SOL

Note que o quinto grau de cada escala formada serve de tônica para início da próxima escala e assim por diante.



Para saber quais notas serão alteradas em determinada tonalidade usando o ciclo das quinta basta fazer o seguinte:


As tonalidades tomadas aqui como base são maiores
.
Escala maior:

I - IIm - IIIm - IVM - V7 - VIm - VIIm7(b5)

Ciclo das quintas:

F - C - G - D- A - E - B


1° localize no ciclo o tom mais próximo que antecede tom pedido.
Suponhamos que tom que foi pedido pra cifrar tal música seja o de Ré maior(D), então o tom mais próximo dele seria o de Dó. 

2° Aplique a regra de contagem do Ciclo das quintas, contando a partir do Fá quantas notas tem até chegar ao Dó, neste caso tem-se o Fá. Então o Fá e o Dó serão alterados ou seja, sustenizados:

F# e C#. Na tonalidade de Ré maior(D) o Fá e o Dó são sustenidos. 

Tom pedido: Ré maior

C - D - E - F - G - A - B 

Tom mais próximo( C )

F nota até chegar ao (C)

F - C - G - A - D - E - B

Notas sustenizadas:  F e C , ficando  F# e C#

A tonalidade de Ré maior tem dois sustenidos: F# e C#.


Harmonizando melodia

Escala de Dó maior:

I     IIm  IIIm  IVM   V7   VIm  VIIm7(b5)      VIII
C - Dm - Em  -  F  -  G7  - Am   -  Bm7(b5)  -  C

Melodia base

I  - V7 - I

Aqui vamos usar o Ciclo das quintas pegando o Dominante (V7) a partir do G7 na tonalidade de Dó maior
1ª opção:

I - IIm - V7 - I

Note que Dm (IIm) é o V7 de G7, V7 de Do maior.

2ª opção:
I - VI7 - IIm - V7 - I

Note que o VI/7 (A7) nada mais é do que o V7 de Ré maior

Memorize os V7 nas demais opções a seguir.

3ª opção:

C - Em7(b5) - A7 - Dm - G7 - C

4ª opção:

C - Em7(b5) - A7 - Dm - A7 - Dm - G7 - C

5ª opção

C - Am - Em7(b5) - A7 - Dm - A7 - Dm - G7 - C


Espero que este post tenha sido elucidativo.

Forte abraço.
"Viva bem servindo a Deus todo dia"














terça-feira, 9 de outubro de 2018

Direct Box. Para que serve?

Olá.
Muitos músicos já se encontraram na seguinte situação: chegaram ao local do evento ou do culto e não tinha amplificador para plugar seus instrumentos e o técnico ou responsável pelo som disse que o instrumento seria ligado "direto" na mesa de som e aí o resultado disso todo mundo sabe que  é aquele som desagradável, principalmente para quem é contrabaixista. Uma solução pra isso é um acessório chamado Direct Box, que é uma conexão direta  balanceada do instrumento com a mesa de som, evitando perda de qualidade, facilitando a equalização do mesmo.


Direct: Direto
Box: Caixa = Caixa direta  = Caixa de conexão direta

O Direct Box pode ser Ativo ou Passivo. 


O Direct Box passivo, normalmente tem uma entrada P10 para o instrumento e uma saída XLR balanceada que manda o sinal melhorado para a mesa. Alguns tem um botão de corte de Db(decibéis), pois se o sinal do instrumento estiver muito alto ele corta pela metade para equilibrar, muito usado para quem usa baixo ativo cujo o sinal normalmente e forte.



O Direct Box ativo tem tudo o que tem no passivo mais o recurso de amplificação do sinal, com a opção de escolha de caixa, ou seja o usuário escolhe o tipo de falante e aquele sinal é enviado para a mesa com aquelas especificações. O Direct box ativo é muito bom para situações quando a mesa se encontra muito distante do palco ou altar da igreja, pois amplifica o sinal evitando a perda que é comum por causa da distância.
Tanto no Box ativo quanto no Box passivo é permitida a conexão também do amplificador do instrumento para quem não abre mão dele.


Direct Box Passivo:




Direct Box Ativo:



Bom, você músico agora já sabe para que serve e quando usar caixinha de conexão direta.  Se estiver dentro de suas condições, adquirir uma é valido pois ajuda muito no dia dia do músico. 


Fica aqui a dica.
Forte abraço.
"Viva bem servindo a Deus todo dia"

sábado, 18 de agosto de 2018

EM BREVE DICAS DE LEITURA DE PARTITURAS

Em breve aqui neste blog posts sobre leitura de partituras para aqueles que tem interesse em aprender para ampliar seu conhecimento. Aguardem
Para o músico que quer acompanhar musicas sem precisar ouvir e memorizar todo arranjo delas, organizar repertório, escrever arranjos, a leitura de partitura contribui para isso. 


Forte abraço!!
"Viva bem servindo a Deus todo dia"

AS NOTAS DO BRAÇO DA GUITARRA NO PENTAGRAMA

Olá.  Neste post o assunto é a localização, ordem das notas do braço da guitarra ou do violão no pentagrama.
Uma dúvida frequente entre muitos músicos na hora da leitura de uma partitura é saber, exatamente a ordem das notas tocadas no pentagrama. Para auxiliar nisto segue a baixo um exemplo: 







No exemplo mostrado, cada corda é representada com sua respectiva sequência de notas indicadas também na tablatura. Cada corda no exemplo etá representada com uma seqüência de apenas cinco notas que devem ser estendidas cobrindo toda escala do braço do instrumento, até o 12° ou  24° trastes.

Fica qui a dica. Espero que gostem e compartilhem. 

Forte abraço!!
"Viva bem servindo a Deus todo dia"


domingo, 12 de agosto de 2018

AS NOTAS DO BRAÇO DO CONTRABAIXO NO PENTAGRAMA

Olá. Neste post o assunto é sobre a localização das notas do braço do contrabaixo no pentagrama, pois é comum a dúvida na hora de ler a partitura e também de escrever uma, onde a nota da corda tal está ou deve ser escrita. 

Para ajudar nisso segue um exemplo abaixo com a notação das notas do braço do contrabaixo no pentagrama e também na tablatura. Cada corda está representada no gráfico abrangendo apenas cinco notas cuja sequencia deve ser completada, seguindo a ordem até o 12° traste ou até o 24° abrangendo o comprimento total da escala. 
O exemplo abaixo toma como base o baixo de 5 cordas por ser o mais usado nas músicas atualmente aqui no país, mas serve também para quem usa o tradicional de 4 cordas.

Para começar toma-se como referência a nota mais baixa (grave) do instrumento que neste exemplo é a nota "B" e segue-se a sequência em direção as mais altas(agudas):





Bom, fica aqui a dica. Pratiquem bastante.  Espero que gostem e compartilhem. 

Forte abraço!

"Viva bem servindo a Deus todo dia"

sexta-feira, 27 de julho de 2018

ORIGEM DA CIFRA E DA NOTAÇÃO MUSICAL

Olá. Neste pequeno post abordo um tema que muitos, talvez não se perguntaram ainda sobre qual a origem da escrita musical e da cifra como usamos atualmente? Como elas surgiram? Segue abaixo um resumo.



No século X, ano de 1050, Idade média, o monge beneditino Guido D`Arezzo, (992-1050), regente do coro da catedral de Arezzo na região da Toscana, percebeu que a comunicação com os músicos precisava ser melhorada e também os registros musicais precisavam de aperfeiçoamentos. Antes a música era passada apenas de forma oral. Propôs então, primeiramente um sistema de notação que chamou de Sistema linear, onde traçava-se uma linha reta e no seu início escrevia-se o nome da primeira nota e a partir dela escrevia-se as demais do tom, de acordo com suas alturas, algumas acima e outras abaixo da linha, tendo logo a necessidade de mais linhas para comportar as varias alturas, logo Guido resolveu o problema com a apresentação do Tetragrama, sintema de escrita que continha 4 linhas que mais tarde fora aperfeiçoado para 5 linhas, chamando-se Pentagrama. 
Depois resolveu mais um problema, o de identificação dos sons(notas). Para isso ele usou a letra de um cântico a São João Batista, cujo a silaba inicial de cada palavra que iniciava a frase correspondia a uma nota musical, facilitando assim sua identificação. 



Ut Queant Laxis
Resonare Fibris
Mira Gestorum
Fa mili Tuorum
Solve Polluti
La Bii Reatum
Sancte Iohannes        (SI)
A silaba Ut foi substituída por Dó









A CIFRA PARA INSTRUMENTOS HARMÔNICOS

A cifra para facilitar a leitura de acordes de instrumentos harmônicos, surgiu na Renascença, para acordes do Alaúde, instrumento popular da época,  de certo parentesco com o violão. 
Até o século XIII a notação era mais focada na altura das notas e na divisão dos tempos, só a partir do século XVIII, com o aperfeiçoamento e surgimento de novos instrumentos musicais que a notação musical passou também a evoluir, significativamente até tomar a forma como a conhecemos hoje.
A cifra para instrumentos harmônicos: Violão, Guitarra, Baixo, Teclado, foi aperfeiçoada, mesmo já no século XX, acrescentando-se números para representar os intervalos e outros símbolos que antes não existia, somente a cifra pura e simples.

Não se sabe, realmente quem inventou ou deu o primeiro passo para o surgimento da cifra como a que usamos nos dias de hoje, mas o que se sabe é que para chegar até  aqui houve muitos colaboradores que contribuíram significativamente com seu conhecimento para hoje termos mais este recurso que tanto nos ajuda no acompanhamento musical. Somos gratos por isso.

Termino aqui este pequeno post sobre sobre notação musical, espero que tenham gostado.
Forte abraço!

"Viva bem servindo a Deus todo dia"


sábado, 14 de julho de 2018

CAMPO HARMÔNICO - PARTE 3

Olá. Depois de termos passado por uma prévia, estamos preparados para passarmos para fase dos campos harmônicos.
Lembrando os exemplos que veremos a seguir devem ser praticados em todas as escalas, maiores e menores.


CAMPO HARMÔNICO MAIOR


No campo harmônico maior, os acordes sobre os graus I, IV E V são maiores e sobre os graus II, III e VI são menores e sobre o VII grau, diminutos:







CAMPO HARMÔNICO MENOR

No campo harmônico menor os acordes são sobre os graus das escalas menor natural, harmônica e melódica.  Para músicos que pretendem acompanhar músicas com harmonias mais rebuscadas, o foco deve ser nos campos sobre as escalas harmônica e melódica. 






Segue aqui uma dica: 
É possível memorizar todos campo harmônico menor sabendo apenas o campo harmônico maior. Para isso basta partir do VI e pegar as notas que estão antes dele e passar para frente e pronto, o campo harmônico menor daquela tonalidade está prontinho, daí e só aplicar o mesmo exemplo nas demais escalas.
Exemplo:
 I    II   III   IV V  VI VII
C - Dm - Em - F - G - Am - B°  - Campo harmônico de Dó maior
A - B e pegaremos os graus anteriores e montaremos o campo de Am:
A - B° - C - Dm - Em - F - G
I     II   III  IV   V  VI  VII

Segue abaixo a tabela dos campos harmônicos maior e menor:





Bom, termino aqui este simples estudo sobre campo harmônico. Espero que tenha sido útil. 
Forte abraço!
"Viva bem servindo a Deus todo dia"


segunda-feira, 9 de julho de 2018

CAMPO HARMÔNICO - PARTE 2

Continuarei aqui com mais este post para o estudo do Campo harmônico, agora passando para a Estrutura dos acordes, que nada mais é que a sua formação. Para o estudo de campo harmônico esse conhecimento é de suma importância assim como escalas e a classificação de intervalos. Esses três assuntos devem ser observados, pois a partir daqui caminharão juntos. 


Vamos relembrar, rapidamente a estrutura dos acordes


Estrutura do acorde

Acorde é o conjunto de três ou mais sons( notas) tocados simultaneamente ou sucessivamente.

Simultâneo: notas tocadas ao juntas, ao mesmo tempo.

Sucessivos: notas tocadas separadamente, uma após a outra como um dedilhado no violão. 



Tríade
Acorde formado por três sons. É composto pelas seguintes notas:Fundamental(I), 3M e 5J para acordes maiores e (I), 3m e 5J para acordes menores.









Tétrade

Acorde formado por quatro ou mais sons. É composto pelas seguintes notas:

Tônica(I), 3M, 5J e 7M para acordes maiores e (I), 3m, 5J e 7m ou 7M para acordes menores.


















Tríade com baixo Invertido

Baixo é a nota mais grave do acorde.








Tétrade com baixo invertido







Bom, termino aqui mais este post, espero que gostem. 
No próximo post entraremos direto no estudo de campo harmônico.

Forte abraço!
"Viva bem servindo a Deus todo dia."


















sábado, 7 de julho de 2018

CAMPO HARMÔNICO - PARTE 1

Começarei a partir deste post um singelo estudo sobre campo harmônico para tentar ajudar aos interessados por este assunto que é muito importante para todo músico. Espero que gostem. Para iniciar neste estudo é necessário conhecimento básico sobre escalas, maior e menor. 

É comum na hora de acompanhar certas músicas a dúvida de não saber para onde ir na harmonia por não saber qual acorde entra onde naquela tonalidade. Qual combina com qual e aí o musico fica pescando otas, acordes pra tentar encaixa e seguir com o acompanhamento; isso dá-se por falta de conhecimento de campo harmônico. 


O QUE É CAMPO HARMÔNICO

Campo harmônico é uma sequência de acordes formados sobre os graus de uma determinada escala, em termos simples é isto.


Para iniciarmos, vamos relembrar rapidamente aqui as escalas diatônicas maior e menor:




Os exemplos no pentagrama estão escritos na clave de Sol e na calve de Fá, atendendo aos instrumentos que usam as mesmas. Os exemplos acima e os que virão após e nos demais posts, também atendem os músicos que usam somente a Cifra. 

Lembrando que todos os exemplos que serão dados neste estudo devem ser aplicados em todas as tonalidades para que o músico tenha domínio no acompanhamento em tonalidades menos comuns.


Passaremos agora para a classificação dos intervalos

INTERVALO

Intervalo é a distância entre duas ou mais notas. O intervalo é classificado como: Maior; Menor; Aumentado; Justo; Diminuto; Ascendente e Descendente, Simples e composto.


Intervalo ascendente é aquele cujo o primeiro som(nota) é mais grave que o segundo.

Intervalo descendente é aquele cujo o primeiro som é mais agudo que o segundo

Intervalo simples é aquele contido dentro da oitava.

Intervalo composto é aquele que ultrapassa a oitava








Os exemplos mostrados até aqui são focados em músicos que tocam instrumentos harmônicos: Guitarra, Violão,  Baixo e Teclado, mas podem ser usados por músicos que tocam instrumentos melódicos também.
Bom pessoal, termino aqui este post, espero que gostem e tenha sido útil.


Forte abraço!!
"Viva bem servindo a Deus todo dia"





domingo, 8 de abril de 2018

HISTÓRIA DO HINÁRIO HARPA CRISTÃ

Neste post, uma breve história sobre o surgimento da Harpa Cristã, hinário oficial das Assembléias de Deus no Brasil. 


A primeira edição da Harpa Cristã foi lançada em 1922, na Assembléia de Deus em Recife com hinos para o culto: Santa Ceia; apresentação de crianças( bebês ); funeral e outros. 


No início era usado também o Salmos e Hinos, antecessor do Cantor Cristão e depois HCC, mas houve a necessidade de hinos com base nas doutrinas pentecostais. Com base nessa necessidade começaram a surgir os esboços do que se tornaria a mais a frente a Harpa Cristã. 
Antes, em 1921, foi lançado primeiro o hinário Cantor Pentecostal, impresso pela Tipografia Guajarina, sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho, contendo 44 hinos e 10 corinhos.
A primeira edição oficial da Harpa Cristã, lançada em 1922, teve uma tiragem de apenas 1000 exemplares distribuídos para todo o Brasil pelo missionário Samuel Nystron. A segunda edição da Harpa Cristã já continha 300 hinos e foi impressa nas Oficinas Irmãos Pangeti no Rio de Janeiro em 1923 e em 1932 ela já continha 400 hinos.

Em 1937, surgiu a primeira versão com letra e música( partitura ), a pedido da Convensão Geral das Assembléias de Deus do Brasil ( C.G.A.D.B ), cujos participantes foram: Emíllio Conde, Samuel Nyrstrom, Paulo Leivas Macalão, João Sorhein e Nils Kastiberg
Em 1979 foi feita uma revisão de letra e música pela CPAD, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, sob resolução da CGADB.
Em 1981 a Harpa Cristã já continha 524 hinos.  Para atender todas as exigências cerimoniais, foram acrescentados 116 hinos, ficando então com 640 hinos que são entoados até hoje em todos os cultos congregacionais de igrejas pentecostais. 
Dois autores são destaques na composição da Harpa cristã: Irmã Frida Vingren e Pr. Paulo Leivas Macalão.
O hino 126 de Frida Vingren é muito cantado até hoje nas igrejas. 

Fica aqui esta breve história deste Hinário importantíssimo para os crentes pentecostais em todo o Brasil com hinos maravilhosos que seguem com suas letras edificando e contribuindo também junto com a pregação do Evangelho para a salvação de muitas vidas. 


Forte abraço!!


"Viva bem servindo a Deus todo dia"



quarta-feira, 4 de abril de 2018

HISTÓRIA DO HINÁRIO CANTOR CRISTÃO

Neste post será contada a história resumida sobre o hinário mais usado pela maioria dos cristãos protestantes no Brasil, o Cantor Cristão. 



O Cantor Cristão 


Este foi o terceiro hinário cristão brasileiro.
O primeiro foi o Salmos e Hinos de 1861 quando foi usado pela primeira vez na igreja cristã fluminense pelo casal Kalley e o segundo foi Hinos e Cânticos em 1876.
O Cantor Cristão é o primeiro hinário oficial da Igreja Batista do Brasil, publicado em 1891 que continha no seu lançamento apenas 16 hinos.
Em 1921 saiu sua 17ª edição já com 571 hinos, sendo 102 de autoria ou tradução de Salomão Luis Ginsburg, judeu convertido ao evangelho.
Em 1924 saiu a primeira versão com partitura musical com a participação de vários colaboradores como: Willian Edwin Etzminger (72 hinos); Henry Maxwell Wright (61 hinos); Manoel Avelino de Souza (29 hinos); Rcardo Pitrowsky (23 hinos); todos colaboraram com letras ou traduções.
A ultima edição foi a de número 54, feita já pela JUERP. A partir de 1991 foi lançado HCC, em substituição ao Cantor Cristão definitivamente.
O Cantor Cristão tem um papel importantíssimo na história dos protestantes no Brasil como seu hinário mais popular.
Os primeiros hinos cantados em português foram:  7, 26, 27, 32, 33, 51, 55 e 76, do hinário Salmos e hinos; os mesmos de hoje que no seu lançamento tiveram a participação da Dra Sarah Kalley em 1861.
O primeiro hino traduzido para o português no Brasil por Salomão foi Chuva de bênçãos.


Sarah Poulton Kalley

Pioneira na Escola bíblica no Brasil para crianças ao lado de seu esposo Robert Kalley, ministrando pela primeira vez em 19 de agosto de 1855 em Petrópolis. Compunha também poemas e salmos, traduzia e escrevia livretos e teve participação importante no primeiro hinário cristão Salmos e hinos. Sarah faleceu em 08 de agosto de 1907 anos depois de ter saído do Brasil com seu esposo em 01 de julho de 1876, para Edimburgo. A mulher também tendo papel importante na obra de Deus. 

Fica aqui resumidamente a história deste hinário que fez e faz ainda parte da vida de muitos cristãos aqui no Brasil, edificando e também emocionando com sua coleção de belíssimos hinos escritos e outros traduzidos por esses grandes servos de Deus.


Forte abraço!!


"Viva bem servindo a Deus todo dia"




terça-feira, 16 de janeiro de 2018

COMO TIRAR MÚSICA DE OUVIDO

VAI AQUI UMA DICA BÁSICA QUE, COM CERTEZA SERÁ UMA MÃO NA RODA PARA MUITOS NA HORA DE TIRAR MÚSICA DE OUVIDO.

Para começar, preciso lembrar que é preciso ter conhecimento de Campo harmônico para o acompanhamento de músicas tonais, ou seja, músicas cuja harmonia está dentro de uma tonalidade específica.
Exemplo: uma música cujo tom seja Sol maior,logo o seu campo harmônico será o da tonalidade, escala, diatônica de Sol maior. Diatônica quer dizer: pertencente ao mesmo tom. Sabendo disso, cada nota, grau da escala será representado por um acorde que usará somente as notas da escala(tonalidade):
Um acorde sobre o primeiro grau (I°)da escala de Sol ou de qualquer outra, será um acorde maior que pode ser de sétima maior(7M), nona(9), sexta(6).
Um acorde sobre o segundo grau(II°), será um acorde menor com sétima menor(7) 
Um acorde sobre o quinto grau(V), será um acorde maior com a sétima menor(7) e assim sucessivamente.
Na maioria das músicas tocadas, usa-se o Ciclo das quartas diatônico que nada mais é do que tocá-las de quatro em quatro: se a tônica é Sol maior, conta-se quatro a partir dele, o próximo acorde será Dó maior; de Do maior, o próximo será o sétimo grau, F#m7(b5) e assim por diante.
Este ciclo da quartas diatônico, deve ser praticado, bastante em todas as tonalidades para que se obtenha domínio e assim fique mais fácil tirar músicas de ouvido.
Muitas músicas usam a sequência: I°, VI°, II° e V°
Cm7 / Dm7(b5) / Eb7M / Fm / Gm / Ab / Bb7,  escala de Dó menor natural.
Na tonalidade menor também usa-se o ciclo das quartas diatônico, caminhando de quatro em quatro: 
Cm7 / Fm / Bb7 / Eb7M / Ab / Dm7(b5) / G7 / Cm7
A maioria das músicas em tom menor segue esta sequência( ciclo ).


Forte abraço!!!
"Viva bem servindo a Deus todo dia"

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

DIFERENÇA ENTRE ADORAR, CANTAR E LOUVAR

Adorar, Cantar e Louvar não são palavras sinônimas.


Adorar, do latim "Adorare" ; falar com; cultuar algo ou a alguém; prostrar-se diante de algo ou de alguém em sinal de reconhecimento; Rezar, idolatrar. Para o Cristão é reconhecer a autoridade e soberania de Deus num culto a ele no qual está incluso também cânticos, oração e Palavra, por aquilo que Deus é: amoroso, santo, justo, soberano, misericordioso e etc.
Toda adoração que não é dirigida unicamente a Deus e não cumpra nenhum desses requisitos é idolatria.

Exemplo: "Grande é o Senhor e mui digno de louvor" é uma frase de adoração a Deus pelo que ele é: Grande e digno de louvor"


Cantar é expressar ou dizer algo com canto. Pode ser uma poesia, alguma mensagem que se queira transmitir a alguém ou a algum grupo ou publico alvo em forma de canto. 


Louvar é aplaudir, elogiar, exaltar, a pessoas, instituições, ideologias, objetos, lugares e etc, através de cânticos, discursos, poesias e outras manifestações. 

Exemplo: "Tu és o Deus que quebra todas as cadeias, destrói muralhas e derruba fortalezas" é uma frase de louvor a Deus pelo que ele faz: Quebra cadeias e destrói muralhas e derruba fortalezas.


Resumo:

Adorar: pelo o que Deus é e representa.

Cantar: dizer algo em forma de cântico.

Louvar: elogiar a Deus pelo o que ele fez e faz.


Fica aqui a dica

Forte abraço

"Viva bem servindo a Deus todo dia"


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

QUALIDADES DE UMA BOA LETRA DE MÚSICA CRISTÃ

Vai aqui mais uma pequena dica para reflexão e aplicação no ministério de todos que trabalham com música na Igreja de Deus.


Não basta só compor um belo arranjo se o principal que é a mensagem para tocar o coração ou edificar o ouvinte não tiver a devida atenção. 

Uma boa letra de música cristã deve:


1 ser bem escrita, engenhosa, elaborada.
2 ter mensagem clara para que o ouvinte possa entender o que está sendo dito.
3 dizer muito em poucas palavras
4 ter um bom título que chame a atenção do ouvinte para que o mesmo se atente para ouvir a mensagem contida na canção. 
5 estar em concordância com as escrituras sagradas para não correr o risco de pregar heresias. O compositor inspirado deve não só ter conhecimento musical mas também de dominar bem as escrituras, ter experiência de vida cristã, pois na letra de uma canção também se transmite as verdades de Deus que pode transformar vidas, por isso o ato de compor é de grande responsabilidade, não apenas artístico. 


Fica aqui a dica
Forte abraço!!!



sábado, 1 de julho de 2017

O DEVER DE UM BOM MÚSICO CRISTÃO

Esta é mais uma dica importante para ajudar os músicos a desempenhar melhor o seu papel no serviço da Obra de Deus.


1) Todo músico deve aprender a ouvir os outros instrumentos quando estiver tocando em grupo, pois não é só seu instrumento que deve ser ouvido, mas sim todo o grupo.

2) Todo músico deve treinar prática de conjunto para amadurecimento, ou seja, ter maturidade musical para saber se portar.

3) Todo músico deve estudar teoria musical, ela é fundamental assim como a prática.

4) Todo músico deve aprender a conduzir a música como ela é e não como ele acha que ela deve ser, isto indica maturidade musical.

5) Todo músico deve aprender a usar o metrônomo, pois seu uso regular faz com que o músico aprenda a respeitar andamentos evitando com isso o atropelamento dos outros instrumentos no grupo.

6) Todo músico deve saber, principalmente os bateristas e percussionistas que a pulsação rítmica e o andamento são para serem sentidos e não ouvidos. Muitos músicos querem que o ouvinte ouça a pulsação e não que ele a sinta.

7) Todo músico deve ter humildade sensibilidade ao acompanhar um cântico na congregação para não fazer exibição de sua técnica na hora e momentos errados; deve, sim, usar de bom senso e maturidade em não saturar, poluir a melodia com fraseados em excessos e nem a harmonia com muitos acordes. Deve-se usar poucas notas, bem acertadas, pois o objetivo principal numa música congregacional não é o músico nem sua técnica e sim, a mensagem que tem que ser transmitida ao ouvinte de forma clara para que ele a absorva e seja impactado e edificado.

8) Todo músico deve estudar sempre para aprimoramento de sua técnica, lembrando que a boa técnica é apenas um meio de facilitar a execução da música e não um meio de exibicionismo. 

9) Todo músico deve saber que velocidade não é sinônimo de bom músico. A velocidade é uma consequência; o bom músico é aquele que sabe colocar seu instrumento e sabe fazer a coisa certa na hora certa.

10) Todo músico deve aprimorar a interpretação, aprendendo a se ouvir para depois executar. Para começar o músico pode gravar o que esta tocando para fazer uma auto-crítica de seus estudos, corrigir os erros e então executar.

11) todo músico deve saber o papel de seu instrumento em um grupo de acordo com os três elementos básicos da música: Melodia, Ritmo e Harmonia. Alguns instrumentos podem fazer os três, devendo se respeitado o que já está definido no arranjo qual dos papéis ele fará.

12) todo músico deve saber que a escolha do tom de uma música depende do canto, da tessitura e extensão vocal do cantor ou cantora, de modo que fique confortável para ele ou para ela, mesmo que para o instrumentista não seja. Se tem vocal a ênfase é a voz e não instrumentista; portanto não deve haver interferência por outros elementos. 

13) Todo músico deve procurar ser o mais versátil possível, sempre procurando ouvir os mais diversos gêneros e estilos de música com ouvido crítico, extraindo o melhor de cada um deles.

14) Autodidata - Auto( por si; sozinho); Didata ( estudo; estuda ) ou seja, aquele que "estuda" sozinho sem auxílio de um professor e não àquele que toca sem estudo, este é considerado analfabeto musical, infelizmente.

Fica aqui a dica. 
Forte abraço
"Viva bem servindo a Deus todo dia"

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Dica para compor boa letra de Gospel

Segue aqui uma simples dica para boa composição de letra de música gospel.

1º - Ter boa experiência de fé e conversão genuínas.
Não se pode falar da Graça de Deus para outros, sem ainda tê-la experimentado e a conhecido verdadeiramente.

2º - Não usar termos teológicos complexos. O uso de tais termos, sem domínio, pode trazer dúvida e confusão aos ouvintes.

- O uso de passagens bíblicas também é valido.

- Abordagem
Saber usar de recursos como Estilos, Gêneros, Ritmos musicais variados, poesias entre outros recursos como ponte para se chegar nas pessoas e expor a elas a mensagem de Deus.

5º - Propósito

O propósito da música Cristã ou Gospel para um crente genuíno é unicamente levar a mensagem de Cristo àqueles que ainda não o conhecem e levar aos que já o conhecem, a adorá-lo e louvá-lo. 
O foco não deve ser apresentar na música aquilo que as pessoas querem ouvir, com o objetivo unicamente de agradá-las, entrando num terreno perigoso e nos assemelhando com isso, aos falsos profetas, levando mensagem duvidosa. 

Estudar música; ler muito sobre vários assuntos; ouvir música de qualidade para obter referências, diversos estilos e gêneros.

Fica aqui a dica

"Viva bem pensando em Deus todo dia"


terça-feira, 16 de maio de 2017

DICA BÁSICA PARA COMPOR BEM UMA MÚSICA

Vai aqui uma pequena dica para auxílio na hora de compor uma música, seja ela Cristã ou secular.

"Composição é a ação de se criar algo".

Para compor uma boa música é preciso, além do talento, um bom conhecimento da estrutura musical, do gênero, estilo para equilíbrio e organização dos elementos.


1° - Introdução

Introdução é a parte instrumental que dá início a uma música. A introdução pode ser a melodia do refrão, a melodia de parte da letra ou ainda uma melodia qualquer que possa ser lembrada facilmente e que identifique a música logo que seja ouvida.

2° Letra

Letra é a expressão literária de idéias. É recomendável que não seja muito longa para que não se torne exaustiva pelo ouvinte. É preciso o conhecimento sobre vários assuntos, atualidade e também de poesias para exploração, extração e exposição do tema escolhido.

3° Refrão

O refrão é a parte da música que se repete e por isso deve ser marcante e de fácil memorização.

4° Transição

Transição é o elemento, artifício usado para reafirmar a ideia do refrão, fazendo com que sua repetição, mais de uma vez, não seja cansativa, mas sim, tolerável.

5° Final

O final é a conclusão de tudo que foi cantado e tocado, terminando com a ideia da introdução ou do refrão ou ainda outra ideia que repouse tudo. 

Fica aqui a dica

Forte abraço!! "Viva bem pensando em Deus todo dia"

segunda-feira, 17 de abril de 2017

História da Música Cristã - parte 4 - Gospel no Brasil

Chegamos aqui com a quarta parte da história da música cristã, agora com a chegada ao Brasil e a revolução no cenário musical provocada por aqui.

A música cristã chegou ao Brasil através de missionários protestantes, Batistas e Presbiterianos, americanos que ensinavam hinos do Cantor cristão, Harpa cristã e Hinário cristão, traduzidos para o português. Esses hinos foram adotados por todas as igrejas eram implantadas no país. Assim começava a chegar o Gospel no Brasil. 

DÉCADA DE 60 

Essa foi a década do Golpe militar e a década de onde começava a surgir os primeiros nomes da música cristã no país que a mudariam para sempre. já havia aqui algumas pequenas gravadoras que gravavam músicas cristãs como: Atlas Records que gravou Feliciano Amaral; Califórnia Records; Cave Records que gravou o primeiro trabalho do Luis de Carvalho"Boas Novas", este pai de Elias de Carvalho, fundador da Bom Pastor Records já em 1969.

Cantores como Luis de Carvalho, Feliciano amaral e Edgar Martins, Ademar Campos e Izac Borba eram muito atuantes nessa época. Surge também ali dois importantes grupos: Arautos do Rei e Vencedores por Cristo, este fundado em 1968 por pastor missionário americano James Kemp, enviado por missão de mesmo nome revolucionou a música cristã no Brasil. 
A missão Vencedores por Cristo era formada por jovens universitários daqui de várias denominações que passaram por treinamento para evangelização, usando também a música como uma das ferramentas de sua missão. 
O grupo Vencedores por Cristo foi importantíssimo na quebra do preconceito quanto ao uso de instrumentos não tradicionais, pois reinava a tradição do Gospel que era o uso do Órgão e do Piano. Eles introduziram instrumentos como Guitarra, Violão, Baixo e a polêmica Bateria que não era aceita nas igrejas no pais. Ousaram também nos ritmos, usando fusões com Bossa nova, Baião, Rock e outros gêneros, fazendo uma verdadeira revolução que marcou para sempre a musica cristã no país. Em 1968, ainda lançaram se primeiro compacto que era ainda composto de hinos tradicionais. Depois de cinco compactos lançados, sai em 1971 seu primeiro LP "Fale do amor" que foi de grande sucesso. Em cada LP lançado, uma novidade, lançando as bases do que viria ser mais a frente já nos anos 80: o Gospel.


                                                                                          


Atlas Records 1948, Rio de janeiro
Cave Records 1957, Campinas, SP
Califórnia Records, 1959
Bom Pastor 1969


DÉCADA DE 70

Essa década foi de muita inovação, principalmente a partir de 1977 depois do lançamento do LP "De vento em Polpa" do Vencedores por cristo, confirmando a evolução para a música gospel Brasileira que surgiria com a chegada dos anos 80. Muitos nomes já atuavam nessa década antes desse grande lançamento do Vencedores por Cristo:
1973 Ozéias de Paula LP Cem ovelhas;
1975 Grupo Elo com o LP Calmo e sereno e tranqüilo;
1976 Som Maior Brilho celeste, liderado pelo maestro Pr. Roger Cole, destaque para a música "Jesus Cristo mudou meu viver".
1978 Voz da verdade LP Quem é o caminho? destaque para a música "Jesus vive"
Grandes lançamentos foram destaque nessa década.

DÉCADA DE 80
Aqui começou realmente a explosão do Gospel no Brasil com surgimento de muitos cantores e bandas, gravadoras, produtores musicais, técnicos em sonorização para grandes apresentações.
Começam também a atuar as primeiras gravadoras prontas para trabalhar com o etilo Gospel: Bom Pastor, Som e Louvores e Rocha Eterna 
Muitos nomes atuando na música que era mais congregacional:
Grupo Elo que se tornou o Logus; Ademar de Campos; Daniel Souza; Asaph Borba; Shirley Carvalhaes; Alvaro Tito; Luis de Carvalho; Cristina Mel; Denise Cerqueira; e muitos outros. O grupo Vencedores por Cristo marcou novamente época com o grande sucesso do seu LP " Tanto Amor", com destaque para as músicas Vaso novo, Então se verá, Glória pra sempre, Você pode ter, Meu coração, Ao que etá assentado e Você pode ter, que foram cantadas e são até hoje nas igrejas em todo país.

Outros destaques dessa época:  


Altos louvores 1983 - Igreja Batista de Copacabana, por Edvaldo Novais e Sergio Lopes, destaque para as músicas Anseios e Brilhante;
Alvaro Tito 1984 - destaque para as músicas Não há barreiras e Pelo sangue de Jesus;
Banda e Voz 1985 - por Natan Brito, destaque para as músicas Domínios e poder e Jesus virá;
Catedral 1987 - Presbiteriana de Nilópolis
Banda Raízes 1987 - Assembléia de Deus, L2 Sul, Brasília
Katesbarnéia 1988 - Igreja Renascer em Cristo
Novo Som 1988 - Igreja Batista de Padre Miguel

Foi ainda nessa década que surgiu o primeiro Selo com o nome Gospel, trazido dos EUA por Estevão Hernandes e Sônia Hernandes, detentores da patente, criando em seguida a Gospel Records que iniciou o lançamento de bandas de Rock gospel.

Surge aqui, ainda o movimento da Black Gospel, inaugurado pelo cantor Alvaro Tito, ganhando muita força na metade da década de 90. A igreja Pedra Viva foi a responsável pelo incentivo e divulgação do gênero, tornando-se um celeiro de onde saíram nomes como: Banda Rara; Banda Kadoshi;Templo Soul; Groove Soul; Soul Dream; Quarteto Feeling; Quarteto link 4; Raiz Coral; Coral Just Sing; The Family e Robson Nascimento, este serviu de referência e inspiração para todos o vocalistas de todas os grupos citados. O Black Gospel  precedeu a Soul Music que nada mais era, quando surgiu da década de 60 nos EUA, uma versão secular da música gospel.

DÉCADA DE 90
Aqui já a música gospel já havia se tornado um produto, inaugurando o Mercado gospel, com grandes nomes, cachês, grandes apresentações, Fã clubes, premiações, turnês e tudo o que gira em torno do universo da indústria da música.
Aqui também surge os Grupos de Louvor e adoração que logo se expandiram com grande aceitação pelas igrejas, surgindo grupos como Comunidade da Zona sul; Renascer Praise; Toque no Altar; Tabernáculo de Dav; Koynonia e Diante do Trono, este destacou-se e tornou-se referência para o surgimento de muitos outros. Alguns cantores solo também se destacaram nessa época como Eyshila; Léa Mendonça; Sergio Lopes; Kleber Lucas; Marquinhos Gomes; Liz Lanne e outros.

Com a explosão dos ministérios de louvor, o movimento do Rock gospel teve sua diminuição, mas continuou até hoje com menos participação mas, ótimos artistas, muitos deles inspirados na banda Australiana Hillsong com destaques para David Quilan, André Valadão e Fernandinho, fazendo pelo país grandes shows. 

A partir daqui a música gospel no Brasil continuou sua evolução, sempre absorvendo da cultura, gêneros, estilos diferentes até os dias atuais, agora com mega produções, mega shows, mega turnês, nacionais e até internacionais, grandes ícones e todo tipo de aparato para atender ao público cada vez mais exigente e diversificado. 
Grandes artistas como Thalles Roberto; Eli Soares; Anderson Freire; Dj Alpiste; Pregador Luo; Leonardo Gonçalves e muitos outros do Rap, Funk; Pagode e Sertanejo Gospel.

Fica aqui um simples resumo da história da música cristã no Brasil e a evolução para o Gospel como conhecemos.

Forte abraço!! "Viva bem pensado em Deus todo dia"

quinta-feira, 13 de abril de 2017

História da Música Cristã - parte 3 - O Gospel

XXº SÉCULO DA ERA CRISTÃ - O GOSPEL   


O século XX foi o século de maior inovação e tendências, principalmente na música. Havia o Blues, o Reagtime( de onde surgiu o Jazz ), o surgimento de novos instrumentos musicais, a Politonalidade e a Atonalidade, muito usadas no Jazz e também foi quando surgiram as primeiras gravações, lançamentos de cantores, influenciando também a música na igreja.

Aqui começa, realmente o Gospel


Gospel - do inglês antigo God-Spell ( God; Deus; Pai ) Spell; palavra - palavra de Deus), depois com a junção forma-se a palavra Gospel, gando o significado de Evangelho ou Boa notícia

É um gênero musical usado pelos protestantes para expressar a fé cristã, individual ou comunitária, originado das igrejas Afro-americanas, variando de acordo com a cultura e contexto social, podendo sua execução ser usada também por motivo comercial ou de entretenimento pela indústria fonográfica, além do motivo religioso. A formação do Gospel é um Solista que conduz o cântico, o Coro que responde e faz outras nuances e o grupo instrumental. 

Como já foi dito em post anteriores, o Gospel teve suas raízes no Spirutal dos Afro-americanos que eram escravos que depois de livres o trouxeram para as comunidades e igrejas que se formavam no sul dos EUA. 

 Thomas Dorsey (1899-1993 ), é, segundo especialistas, o "Pai da música gospel"; grande compositor, pianista de Blues e agente da Paramount Records que começou a compor gospel depois de ter ouvido numa conferência de músicos na Filadélfia, Albert Tindley, Começa então seus trabalhos. Dorsey tinha conhecimentos dentro gravadoras, pois trabalhava para uma delas; isso facilitou a ele pagar 500 cópias de sua música: "If you So e My Saviour" que levou uns três anos para ter aceitação e dar algum resultado, pois no início seu novo estilo de música que ele denominou Gospel não foi aceito para o culto nas congregações por parte das lideranças e dos irmãos, mas com o tempo foram aderindo o novo estilo de louvar mais empolgante. 



Albert Tindley ( 07 jul 1851-26 jul 1933 )

Ministro Metodista e compositor gospel, chamado por muitos de "O Príncipe dos pregadores"; filho de pai escravo e mãe livre, autodidata, não frequentou escola, aprendeu grego por correspondência pela Boston Theological School, sendo ordenado em 1887 pela igreja Episcopal Metodista sem qualquer grau de instrução, passando com alta pontuação no exame. Tindley também é considerado um dos fundadores do Gospel, tendo cinco de seus hinos fazendo parte do Hinário Metodista de 1989. Seus hinos mais famosos foram: I Over come Somedy e Stand by me ( 1905 ).

O Gospel ganhou força e logo surgiram muitos cantores e pastores que começaram a gravar discos e a atrair a grande indústria fonográfica a partir dos anos 50. 

Mahalia Jackson ( 26 out 1911- 27 jan 1972 ) foi a primeira cantora nessa época a fazer fama e grandes apresentações e considerada pela crítica a maior cantora gospel de todos os tempos. Mahalia também cantou para 250 mil pessoas em 1963 no famoso discurso de Marthin Luther king Jr "I Have a Dream"( Eu tenho um sonho ). Sua música mais famosa foi "Move on up a Litlle Higher" que vendeu em 1952 8 milhões de cópias. 

Mahalia também fundou a Mahalia Jackson Scholarship Foundation para pessoas que queriam entrar para uma universidade.

O Órgão Hammond

 Instrumento eletro-mecânico, inventado por Laurens Hammond por volta de 1934 para ser o substituto do órgao de tubos como uma solução mais barata, passando a ser muito usado, a princípio, por músicos de Blues e Jazz e mais adiante na música gospel em crescente evolução.

Até a década de 30 o piano era o instrumento mais utilizado no acompanhamento, estudo e na prática coral, mas na década de 40 com a explosão do Gospel, muitos grupos, cantores e excursões pelos EUA e uma forte demanda fomentada pela grande indústria fonográfica, a música gospel já havia se tornado um produto também de entretenimento, principalmente pela população branca, apesar do racismo que ainda era grande; foi aí que foi introduzido no Gospel. A primeira igreja a introduzir o órgão Hammond foi a First Church of Deliverance, Ilinois, Chicago, pelo reverendo Clarence H. Cobbs e foi também uma das primeiras a transmitir sermões pelo rádio. 

Até a década de 70 o órgão Hammond e também o piano que continuou sendo usado para o acompanhamento e o Hammond com seu som excitante nas partes rítmicas, reinaram absolutos como padrão para a música gospel em qualquer igreja. 
O órgão Hammond mudou completamente a história do Gospel, é uma referência quando se fala em música gospel. Quando se refere a música gospel logo é citado o orgão, principalmente o Hammond.

Fica aqui a terceira parte da história da música cristã, O Gospel


Forte abraço!!  "Viva bem pensando em Deus todo dia"

CICLO DAS QUINTAS DESCOMPLICADO

Olá. Neste post o assunto será o "Ciclo das quintas", o ão falado ciclo das quintas que para muitos parece um bicho de sete cabeç...